Meu Negócio Inverteu??

No livro “Investindo em Small Caps”, Anderson Lueders comenta que risco maior é deixar o dinheiro aplicado em uma poupança ou renda fixa, que remunera de 7% a 10% a.a., e não na bolsa de valores, cujos ganhos podem chegar a 3000% a.a., dependendo da situação. Para ele, o risco da bolsa está em não entender como funciona o negócio, e faz uma compararação com um médico neurologista, que faz cirurgias delicadas, ou com um alpinista, que escala montanhas em busca de desafios.

Segundo Lueders, se um engenheiro civil precisasse operar o crânio de um paciente, haveria risco. Ou, se um alpinista necessitasse fazer um cálculo estrutural, possivelmente não conseguiria, e colocaria em risco a construção. Assim seria na bolsa. O problema estaria em desconhecer o funcionamento  das ações,  balanços, indicadores, comportamentos de mercado, especulações, preços, tendências, etc…

Na verdade, a comparação de Lueders é sensata e inteligente, pois faz alusão àquele velho ditado: “Cada macaco no seu galho.” Diga a um taxista que ele não sabe dirigir e espere por uma resposta direta: “Sou profissional, e sei o que faço.” Cada um detém maior conhecimento sobre aquilo que estudou e pratica.

Nos últimos meses, conversei com pessoas e observei pequenos negócios que, repentinamente, passaram a andar na contramão do sentido de sucesso original. Locadoras, postos, restaurantes, lojas e bares que vinham bem mudaram de tendência, levando consigo sonhos e, em alguns casos, as economias dos proprietários.

Penso que nesses casos deveríamos refletir sobre uma lição aprendida em meus tempos de Esso: precisamos fazer o que é certo,  e não o que pensamos que é certo.

E por que os desajustes e inversões acima podem ocorrer?

Diria que pelos mesmos motivos já mencionados por Lueders: falta de planejamento, conhecimento e disciplina, e, é claro, também por motivos externos. Mas e a solução para isso existe? A resposta é sim. Ações diretas em mudanças de cor, layout merchandising, treinamento de proprietátios e funcionários e, principalmente, conhecimento técnico e financeiro, ajudarão diretamente nos resultados futuros, se devidamente aperfeiçoados.

Conversando com Marcelo Bemvenuti, físico médico proprietário da AFIM – Assessoria em Física Médica e também consultor como eu, este comentou-me sobre um fato ocorrido com a Mercedez Benz ao tentar colocar no mercado brasileiro o Classe A. Segundo ele, as vendas do automóvel não corresponderam às expectativas pois a estratégia de marketing utilizada não foi correta. A tentativa de posicionamento desse produto como carro popular não chamou a atenção do consumidor, que assim não o via. Quem imaginaria??

O fato é que um diagnóstico prévio com especialistas seria o caminho mais tranqüilo para o aumento do sucesso nos negócios. Isso não significa dizer que agir sozinho não poderia resultar em acertos. Significa dizer que, assim como médicos, advogados, engenheiros ou alpinistas, há também profissionais para esse ramo de negócio chamado “VENDAS”, e que, certamente, ajudarão você a resolver o seu problema.

Vendas não são um negócio de produto, mas um negócio de mente do consumidor!!!